Aperfeiçoados no amor de Deus



“Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (1 Jo 4:3).

O que nos faz pensar que conhecemos a Deus? Será que sabemos realmente quem Ele é? Creio que a melhor resposta é: não sabemos! Não sabemos o quanto o conhecemos, e, certamente, cada um de nós é extremamente limitado para entender substancialmente quem Ele é. Mas temos uma certeza, Ele nos ama! E é o amor Dele que nos sustenta e fortaleza para vencermos as intempéries de nossa existência.
É de conhecimento de todo cristão que nossa esfera humana não pode conhecê-Lo em sua totalidade, nem mesmo somos capazes de precisar a mínima fração de que O sabemos! Por outro lado, uma coisa é certa: aquele que não ama não O conhece! Perceba que o vínculo que nos une é o amor! Isso é uma decorrência imediata da natureza Dele, Deus é amor! 
A inevitabilidade de amar e de se sentir amado é algo intimamente ligado as razões que nos estimulam a viver, lutar por nossos sonhos e estabelecer relações afetivas. Consegue imaginar uma vida sem amor? Ela, de fato, nem mesmo existiria. Então... Pense comigo: o que acontece quando, por qualquer motivo, sentimos o  amor escasso em nossas vidas?
A resposta que vou dar é empírica e não pretende abranger todos os casos, isso parece-me impossível, mas não obstante, pode-se dizê-la axiomática: A falta de amor (genericamente falando) nutre pensamentos que acabam por tornar a vida de muitas pessoas solitária e cheia de dissabores. Diversas delas, conscientes de sua necessidade de amar e, principalmente, de se sentirem amadas, buscam, por exemplo, suprir essas faltas se aventurando nos mais diversos entretenimentos ou amargando horas em redes sociais. 
Na primeira, é sabido que os problemas amanhecem com quem os têm, eles não ficam nas doses de bebidas ou em outros meios de fuga. Já, as redes sociais acabam por deturpar o conceito de realidade. Por exemplo, conferir as supostas felicidades alheias, por vezes, ampliam o descontentamento de quem as observam. Paralelamente, aqueles que postam, em demasia, os seus problemas e não recebem o retorno afetivo esperado, podem ser levados à atitudes súbitas e descabidas, dignas de grande arrependimento posterior. O que resta diante de situações como esta? Notoriamente, o viés de fé.
A fé é um ponto importante, muitas pessoas testemunham mudanças extraordinárias de vida e isso não pode ser negado. Todavia,  entre os conhecedores das Escrituras Sagradas, outro equívoco é cometido com grande frequência. Na tentativa de contornar suas insatisfações, problemas financeiros, ou buscando curas para enfermidades físicas, frequentam templos religiosos e, se entregam aos ditos rituais de fé, acreditando que esse esforço (meramente humano) poderá resolvê-las. Todavia, o resultado, quase sempre, não é o almejado. Por que isso acontece?
Aqui a resposta é trivial, mas ainda assim, espantosamente, muitos se surpreendem: Deus não se vende, tão pouco está submetido a qualquer tipo de procedimento no qual o "servo" após realizá-los ganhe poderes acima do Criador, obrigando-O a realizar os seus desejos. 
Pessoas que se enquadram nas disposições acima citadas, mesmo noutros ambientes, tendem a proceder sem domínio próprio de suas ações. Não suportam o sucesso de outras e são levadas a situações desconfortáveis entre amigos e familiares. Porque, para elas, as relações interpessoais se mostram tão hostis?
A respeito de todas essas coisas, muitas podem ser nossas indagações! Mas, talvez, a mais importante delas seja uma auto pergunta: “Eu sei amar?”
Como saber disso?
A resposta possui um universo bastante amplo! Todavia, há um termômetro que nos auxilia nesse aspecto. Quer conhece-lo? Se você leu até aqui, acredito que sim. Vamos lá...
Quem ama é dado à compreensão e por isso tolera muitas coisas. Isso não a diminui, pelo contrário, a exalta! Cristo, mesmo sendo Deus, e por amor, vestiu-se de humanidade e, enquanto figura humana, humilhou-se e foi fiel ao Pai até a morte. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome (Filipenses 2:9). Quem ama expressa gratidão! Quem ama não expõe o outro a situações vexatória, antes é protetor, temperado e não oferece inimizades. Quem ama cuida, confia e sente ciúmes, mas não é lançado ao mar das desconfianças, porque no amor não há medo.
Há muito o que dizer, todavia, alcançar o amor de Deus é a solução que procuramos! É a resposta para nosso aperfeiçoamento! Na verdade, Ele já nos ama! Resta-nos, apenas, tornarmo-nos recipientes adequados para conter esse amor.
Como fazer isso?
Pois bem, essa é a parte prática! Mas, algumas dicas podem realmente ajudar!
A busca não deve ser por belos templos ou grandes rituais, mas por agradar a Cristo! Esqueça a tentativa de resolver os anseios do seu âmago, busque saber qual é a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2), os conflitos se dissiparão por si só!
No que tange as relações interpessoais, não queira ter sempre a razão. Seja um bom ouvinte: escute muito, fale pouco, pondere suas palavras!
No princípio essas dicas podem realmente ajudar. Todavia, elas são paliativas, pois agradam nosso exterior e, por si só, não trazem uma mudança de fato. A real transformação ocorre no sentido inverso, de seu interior para o exterior e só o Espírito Santo de Deus pode forjá-la!
Então, busque as mudanças, mas, ao mesmo tempo entregue-se a Deus clamando: “Oh, Espírito Santo, faça morada em meu coração e molda-me conforme a imagem de Jesus Cristo, o Filho de Deus”.
Se essa for, verdadeiramente, sua escolha, viver por Cristo e para Cristo, você gradativamente experimentará as mais aprazíveis transformações! Não só Cristo habitará em você, mas você também encontrará habitação Nele! Esse é o mais perfeito aperfeiçoamento!  Guarde essas palavras: "Tão importante quanto receber Deus em nossas vidas é encontrarmos habitação Nele!"

“Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele". (1 João 2:5)


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